domingo, julho 16, 2006

não suportei a idéia de manchar a camisa com o cheiro do desodorante, tão impessoal. o azedume se entrelaça faz pouco com esse encanto que persegui. sigo.

faz uns três dias que tenho alucinações de compreensão. sou um bicho cruel, minha benevolência ataca os mais incautos, cegos, de umbigos. chego ao risco de crer em olhares. escrevo cartas, sublinhei emoções. estou fedendo para manter o cheiro dele. sou uma criatura sentimental, faltam-me peneiras imensas, onde é que as enfiei? seguindo.

isso não é bem visto. que esquecer por um relance dos gestos largos que dispersam, das molecagens e maldades, nos faz enxergar um botão, maior ou menor, que se chama gente. um botão cercado por ferro, que se pensa trancafiado a chaves.

não estamos preparados para nos enxergar.