quinta-feira, junho 15, 2006

é inútil escrever e fingir-se contemplada. assentir com a cabeça em silêncio é a mais larga inclinação a que deveríamos nos propor.

mas a crença nas coisas irremediáveis é cimento que jogo pra escamotear. nada disso realmente me convence.

uma curva além da dobra; é o que faço. da partida, não reúno coragem pra dizer. este preâmbulo decomposto diz respeito a minha vida, cerceada pelos limites próprios de qualquer um: meio que não se inicia, final que não se vislumbra.

totalmente incompleta no que me propus. condicionada pelas mais altas ordens de alguma burocracia. qualquer coisa não escolhida.

isso não sou eu.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

quem é?

9:19 AM  
Anonymous Anônimo said...

dizer quem é, é impossível.

Camila.

4:46 PM  
Anonymous Anônimo said...

por quem os sinos dobram - Raul seixas

"nunca se vence uma guerra lutando sozinho
se sabe q a gente precisa entrar em contato
com toda essa força contida que vive guardada
o eco de suas palavras não repercute em nada

é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
evita o aperto de mão de um possível aliado
convence as paredes do quarto
e dorme tranquilo
sabendo do fundo do peito
que não era nada daquilo"

ouro de tolo

"eu que não me sento no trono de uma apartamento
com a boca escancarada
cheia de dentes esperando a morte chegar
porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
no cume calmo do olho que vê
assenta sombra sonora
de um disco voador"

um pouco de filosofia seixiana...

12:30 AM  

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