terça-feira, outubro 17, 2006

Enquanto afundava os pés, me entretinha em não exteriorizar aquela rusga interna. Não é que não quisesse aborrecê-lo, fazia mais pra ter com o que me ocupar. Depois de tantos anos, era inconteste que eu cortara as pontas com uma faca cega, num primitivismo de ideal de purificação. Sem harmonia, eu ia me lavar em água corrente, me convencendo de que um bilhete de despedida, numa mesa onde sobrevoam as moscas, merecia ser uma obra final.

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

catártico.

Camila.

4:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

com a velha palavra FIM, na última folha? rs...

11:48 AM  
Anonymous Anônimo said...

cadê ela?

cadê ela?

12:40 PM  
Anonymous Anônimo said...

e acabou, pelo visto...

1:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

FF... beijim de feliz natal pra tu que some... =/

=*

11:56 AM  

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