Meus dedos queimam, estou catando essas paredes, fazendo força, muita força mesmo, para trazê-las até aqui, para me cercarem de mais perto. Levantei, nem as paredes querem me engolir. Existem arabescos no céu, diviso-os, sabem tudo sobre mim. Eu penso na leviandade desse laranja, mas não quero discutir. Realmente. Quero a fumaça, seguir a linha. Quero criar falsos diálogos, estou fugindo enquanto tento me equilibrar. Amanhã será terrível, com tantas obrigações de ver e cheirar a miséria. Ainda tenho a noite para a minha energia, para me adorar.

3 Comments:
ainda existem as noite que salvam. amém.
Camila
adoro o que seus texto.
até disse para camila-eloquencia
em paraty
(será essa de cima?)
beijos pra ti!
ops, errata.
ia escrever adoro o que escreve
mas achei melhor dizer
adoro os seus textos
e acabou ficando essa frase híbrida..mas tu entendeu, ne´.
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