mediocridade e afins
à volta, uma borda de duas camadas exerce o ofício de limitar dando gostinho, isto é, de impor um cercado donde a força das pernas freqüentemente se subjuga à fraqueza espiritual: os olhos permanecem por cima, averiguando que é de fato possível, e são eles que se movimentam involuntariamente, presos ao corpo inerte.
a alienação que detém a enxurrada criativa redireciona prioridades por vezes de forma vexatória (tão acostumadas estão as pessoas com seus fatos, suas histórias... estas, de tão tradicionalistas, imploram por verniz, a fim de que as lacunas, os esquecimentos e as imperfeições sejam camufladas num mesmo tom, sem sobressalentes revolucionários. é difícil se desconstruir). e daí, o benefício da mentira. redentora, é ela quem acoberta o corpo que se submete a uma rotina compulsória, nostálgica e vazia, enquanto os dedos, à parte, saltam cintilantes, suspendem o não-dito no ar, às vezes cumprem explanar, às vezes são escutados.
é ainda considerado buscar um papel colorido, ser dor larga a ver se ao menos se lateja, alguma força que vibra em acordes circulares. que seja parco o entendimento acerca dos deslumbramentos, que não se entenda do sublime e da inspiração. acima de tudo, que haja o desconhecido.
a alienação que detém a enxurrada criativa redireciona prioridades por vezes de forma vexatória (tão acostumadas estão as pessoas com seus fatos, suas histórias... estas, de tão tradicionalistas, imploram por verniz, a fim de que as lacunas, os esquecimentos e as imperfeições sejam camufladas num mesmo tom, sem sobressalentes revolucionários. é difícil se desconstruir). e daí, o benefício da mentira. redentora, é ela quem acoberta o corpo que se submete a uma rotina compulsória, nostálgica e vazia, enquanto os dedos, à parte, saltam cintilantes, suspendem o não-dito no ar, às vezes cumprem explanar, às vezes são escutados.
é ainda considerado buscar um papel colorido, ser dor larga a ver se ao menos se lateja, alguma força que vibra em acordes circulares. que seja parco o entendimento acerca dos deslumbramentos, que não se entenda do sublime e da inspiração. acima de tudo, que haja o desconhecido.

10 Comments:
isto é uma porra de um blogue. não tenho pretensões literárias. se tivesse, não estaria aqui. escrevo desde sempre e continuarei. ciclos. eu, fernanda. porque falo, falo, tenho dedos, hormônios e nostalgia.
Ô fofinha, não fica assim não. Você escreve muito bem. Se as pessoas comentam seu texto, é porque tudo que há aqui é texto. E eu comento seu texto porque gosto e me interesso por ele. Sou seu fã e da sua literatura. Sim, o que você faz é literatura sim. E boa.
Um beijo, guria.
ai ai... blefar com requinte é luxo nosso, minha diva. o resto, todos, são insanos umbiguistas contraditórios com a própria existência. vide alí, aqui, acolá... gargalhemos, pois. a vida é uma piada suspensa.
há amor aqui pra você.
Camila
Porra, tu é foda. Eu fico pensando: como é que?
Maricota.
eu adorei esse, não entendi nada mas achei muito esclarecedor.
vc escreve muito bem e conhece muitas palavras difíceis, fiquei impressionado, a primeira loira inteligente que conheci
eu gosto dessa "porra de blog"
=]
Que o sublime e inspiração, ñ alimentem a ilusão...Um desjo utópico.
Por enquanto.
Afinal, quem sabe do segundo que vem depois desse ?
Chico
O desconhecido é uma falácia.
Como vc, como eu.
Chico
é imprenscindivel t ler. é.
Léo
E não é que a vida forjada, toda ela, é feita de luzes piscantes, ruídos de tuba e papel celofane?
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