domingo, fevereiro 05, 2006

ela é uma bonequinha cheia de modorra, incrédula, decepcionada. ouve as pancadas batendo duro e o rosto permanece de esfinge, cortando mortadela pra mãe que não levanta da cama. se trouxesse vivo o escudo da lembrança, se tranquilamente repousasse na superfície revestimentos de madeira, lustrada, talhada em golpes de tontura, reais, presentes porque seus significados inda inelutáveis, teria o grito permanecido suspenso, a revolta ainda mobilizada. toda a verdade não se mostraria hoje como essa historieta tosca. a mágoa seria então benéfica, transformadora. agora, é o silêncio. irretorquível, inútil. ela é de uma meiguice forjada, agradável e desesperadora. opções.

8 Comments:

Anonymous Anônimo said...

olha, eu só aceito silêncios meus a partir de hoje. e ponto. e isso não tem opção. e amo só você.

Camila

1:11 PM  
Anonymous Anônimo said...

por que você entende tudo?

2:35 PM  
Anonymous Anônimo said...

porque nosso umbigo foi colado um dia, na formação das almas. aí nos separaram, mais teimosas, nos encontramos. é assim. simples simples...


Camila

12:45 AM  
Anonymous Anônimo said...

q coisa, parecença
evasao.blogspot.com

12:53 AM  
Anonymous Anônimo said...

"essa boneca tem manual" ?

eu tenho, eu. rs...

3:06 PM  
Anonymous Anônimo said...

Achei você por acaso... E foi uma grata surpresa, confesso.
Você já pensou em escrever romances, ou contos, coisas assim? Você sempre nos apresenta seus personagens, com um contexto quase sempre visual e rico, mas não passa disso. Não é crítica, é que dá vontade de saber o que aconteceu e acontecerá com eles...
Beijão pra ti.

4:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

A opção de explodir em silêncio. O silêncio é corrosivo.

12:19 AM  
Anonymous Anônimo said...

marcio queridón. pois é, pensar a gente até pensa. e, pensando-se muito... você bem sabe.

como não tenho maiores pretensões, ficamos por aqui mesmo. as limitações de sempre.

bom ganhar um pouquinho das suas palavras, como de costume.

5:28 PM  

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